EXPOSIÇÕES PARALELAS | PARALLEL EXHIBITIONS
24 Set—31 Out 2026
Para proporcionar uma experiência fluida e permitir que todos possam acompanhar o dinamismo da programação, as inaugurações das exposições paralelas estarão organizadas em blocos por zonas.
Esta estruturação por áreas geográficas visa facilitar os seus itinerários, permitindo-lhe percorrer os diferentes espaços de exposição com calma, participar nas aberturas oficiais e cruzar-se com os artistas em cada localização.
ESPAÇOS DA BIENAL
Para além do programa de exposições, a Bienal disponibiliza três espaços de informação e atividades próprias, abertos ao público.
Oficina da Bienal
Informações e Workshop aberto ao público, no âmbito da Bienal de Joalharia | Datas e horários a anunciar.
MOBA • Mercado de Ofícios do Bairro Alto
Travessa da Boa Hora, 1200-043 Lisboa
Datas e horários a anunciar.
Igreja de Santa Catarina de Lisboa
Calçada do Combro, 82A, 1200-123 Lisboa
Datas e horários a anunciar.
POP UP BIENAL
La Joaillerie Exquise
Um jogo coletivo inspirado no Cadáver Esquisito surrealista, aplicado à criação de joalharia — Participação aberta ao público.
Artista_Elena Karpilova
Local_Mercado de São Bento
Rua Nova da Piedade 101, 1200-297 Lisboa
Horário_Sessões 20 a 24 de setembro, das 11h às 14h
Apresentação dos resultados 27 de setembro, das 11h às 15h
O Museu do Bolso
Pop-up de interação com o público, no âmbito da Bienal — fotografia do objeto mais interessante que os visitantes têm no bolso/mala, divulgado depois no Instagram da Bienal. 20 e 23 de setembro, durante a tarde.
Artista_Amélia Marta
Local_Mercado de São Bento
Rua Nova da Piedade 101, 1200-297 Lisboa
Horário_Sessões 20 e 23 de setembro, durante a tarde
Faces and caras
No âmbito da 3ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa, vou dinamizar um pop-up de dois dias no Mercado de S. Bento, onde irei apresentar muitas das minhas caras.
Para assinalar a ocasião, estarei também a fazer tatuagens de rostos com a técnica hand-poke diretamente no espaço. Pode fazer uma tatuagem de oferta na compra de qualquer peça de joalharia, ou fazer uma por um valor simbólico.
Tamia Dellinger é uma artista de joalharia sediada em Portugal, cujo trabalho reflete as paisagens que a rodeiam, recorrendo ao simbolismo e à materialidade para criar narrativas. A sua exposição mais recente, Face to Face, na galeria Marzee, é uma exploração do motivo do rosto, um tema que tem vindo a investigar ao longo dos anos.
Artista_Tamia Dellinger
Local_Mercado de São Bento
Rua Nova da Piedade 101, 1200-297 Lisboa
Horário_25 e 26 de setembro das 11h às 13h e das 14h às 17h
21 Set, 2ª feira, 18h | BAIXA
Três Linhas de Escuta: Joalharia em Coexistência
Três contextos de aprendizagem, três identidades, um espaço comum de encontro e reflexão. A exposição reúne trabalhos desenvolvidos no âmbito dos diferentes ecossistemas da Escola Artística António Arroio, do CINDOR e da Alquimia-Lab, colocando em diálogo percursos, metodologias e linguagens que refletem a pluralidade de abordagens à criação contemporânea em joalharia.
No âmbito da 3.ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa, e a partir do tema Coexistências, a mostra propõe um território partilhado onde diferentes formas de aprender, criar e interpretar a joalharia se aproximam sem perder a sua singularidade. Entre saber-fazer, design e experimentação conceptual, cada participante é convidado a interpretar as Coexistências a partir do seu próprio lugar, num exercício de escuta entre materiais, processos, ideias e diferentes formas de habitar o mundo.
Três Linhas de Escuta procuram tornar visível aquilo que pode nascer do encontro: uma joalharia plural, construída na intersecção entre identidade, diversidade, diálogo e colaboração.
Três visões. Três percursos. Um espaço de coexistência.
Artistas_Alunos das Escolas: Escola Artística António Arroio, CINDOR e Alquimia-Lab
Local_Ourivesaria Sarmento
Rua Áurea 251, 1100 – 062, Lisboa
Horário_22 a 25 de setembro das 10h às 19h, 26 de setembro das 10h às 14h
Inauguração_21 de Setembro às 18h
A exposição estará patente até 5 de outubro
22 Set, 3ª feira, 11h—15h | CASTELO
“O CORPO QUE LEMBRA”
A joalharia, na sua potência mais urgente, deixa de ser apenas adorno para se tornar um dispositivo de coexistência. A exposição "O Corpo Que Lembra", apresentada pelos alunos da Algures Escola de Joalheria Contemporânea no âmbito da Bienal "Coexistências ", propõe um exercício de escuta sensível: como a joia pode expressar a teia de relações que nos conecta à ecologia da Terra? Nesta mostra, o corpo é compreendido como um território híbrido — um lugar onde o humano encontra o não-humano. A diversidade das peças reflete um processo de criação múltiplo: de um lado, a exploração de novos horizontes biotecnológicos, onde bactérias e micélios são cultivados; de outro, o resgate de memórias ancestrais e práticas espirituais que, tal como o reuso de materiais, nos ensinam a não descartar o que possui alma.
Como seres que são, na prática, quimeras — híbridos de organismo, mito e matéria —, os alunos propõem uma joalheria que desafia as fronteiras entre o natural e o sintético, entre o sagrado e o tecnológico. Eles não criam apenas objetos; eles cultivam diálogos. Ao trabalhar com a paciência do gesto manual e a imprevisibilidade do vivo, revelam uma joalharia que não explora, mas coexiste. As peças aqui expostas são vestígios dessa investigação sobre a nossa sobrevivência no século XXI. Elas nos lembram que nunca fomos indivíduos isolados, mas seres compostos, em constante troca metabólica e simbólica com o ambiente.
"O Corpo Que Lembra" é um convite para habitar o futuro. É o reconhecimento de que a joia pode ser, simultaneamente, um arquivo de ancestralidade e uma semente de novas formas de vida. É, em última instância, o manifesto de uma prática que, ao honrar o que o corpo recorda, reconecta o humano à vastidão do sistema do qual somos parte integrante. As peças estarão em consonância com o acervo do MADP, promovendo relações entre passado e presente, tradição e contemporaneidade.
Artistas_Alan Araujo, Ana Calbucci, Ana Moreira, Andrea Borges, Andrea Zlatkin, Angelo Rubens, Barbara Coufal, Bel Franke, Camila Ligabue, Clau Senna, Claudia Schlabitz, Cláudia Schneider, Clotilde Peruffo, Cris Arenas, Cris Silva, Cristina Lousa Borges, Cristina R Nuño, Daniela Foresti, Elaine Namba, Eliana Rodrigues, Elÿo, Fernanda Chemale, Filipa Franjoso, Flavia Cintra, Flavia Luce, Flávia Vidal, Giuliana Mantovi, Iane Cabral, Isabella Perillo, Iza Trinas, Jacque Basso, Joana Santos, Juliana Pupin, Juliana Sugimoto, Karine Groff, Lia Regina Gomes Braga, Lucia Higuchi, Maria Duarte, Maria Guapindaia, Mariana Tostes, Miriam Andraus Pappalardo, Mirian Zavarelli, Nathalia Canamary, Nazareth Pinheiro, Nena Pomarico, Nina Lima, Paula Andrade, Pedro Nunes, Priscilla Costa, Rô Boff, Sérgio Scazufca, Taís Pozzato, Tati Rojas, Thais Squillaro, Tita Schames e Vanessa Rosalino.
Horário_De 22 a 24, das 11h às 18h
Local_Museu de Artes Decorativas (FRESS)
Largo Portas do Sol, 2, 1100-411 Lisboa
Inauguração_Inauguração oficial das 11h às 15h
Visitas Guiadas_Dia 22 às 12h, e nos demais dias às 11h
PROGRAMA DE CONVERSAS (ABERTO AO PÚBLICO)
"O CORPO QUE LEMBRA – JOALHERIA CONTEMPORÂNEA, EDUCAÇÃO E COEXISTÊNCIAS"
Propõe uma reflexão sobre o corpo como território de memória, aprendizagem e criação. A conversa reúne Alice Floriano, Manuel Vilhena, Nicole Uurbanus, Renata Porto e estudantes para compartilhar o projeto pedagógico da escola, os processos desenvolvidos para esta edição da Bienal e a construção expográfica em diálogo com a coleção do MADP, explorando as relações entre joalheria contemporânea, educação, patrimônio e práticas coletivas.
Horário_22 de setembro, 16.30h
"AS GEMAS MÁGICAS ROMANAS IMPERIAIS: DISPOSITIVOS DE INTEGRAÇÃO CULTURAL NO MEDITERRÂNEO"
Conversa com o arqueólogo Prof. Dr. Ronaldo Gurgel Pereira, Universidade Nova de Lisboa, FCSH, dedicada às simbologias e permanências culturais associadas às gemas mágicas, em diálogo com materialidade, história e ornamentação.
Horário_23 de setembro,16.30h
"RICE: MATÉRIA E MEMÓRIA"
Conversa com a artista Nina Lima sobre a exposição RICE, integrada no contexto do Museu, refletindo sobre identidade, memória, matéria e circulação cultural na joalheria contemporânea.
Horário_24 de setembro, 16.30h
Rice
“Em sua rotineira busca de sobrevivência no lixo da cidade, ela descobriu que as coisas todas do mundo – o céu, as árvores, as pessoas, os bichos – ficavam amarelas quando a fome atingia o limite do suportável.
Carolina viu a cor da fome - a Amarela.”
(Audálio Dantas)
A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus escreveu o livro Quarto de Despejo: diário de uma favelada, onde relata os dias de catadora de papel pelas ruas de São Paulo e sua vida na maior favela da capital na década de 70, a do Canindé. A fome é elemento presente nos dias de quem luta para sobreviver em meio a tanta desigualdade.
A abundância e a fome coexistem no planeta: quanto de alimento poderíamos comprar com um pequeno grão de arroz em ouro 18K?
Carregar esse grão simboliza enxergar o mundo e o outro com mais humanidade e gratidão.
Artista_Nina Lima
Local_Museu de Artes Decorativas (FRESS)
Largo Portas do Sol, 2, 1100-411 Lisboa
Horário_De 22 a 24, das 11h às 18h
Inauguração_Inauguração oficial das 11h às 15h
22 Set, 3ª feira, 16h—20h | SANTA CATARINA | CHIADO
Ecos - 14 olhares sobre o ser humano e o Mundo
Bancada 14 apresenta “Ecos”, 14 olhares sobre o ser humano e o mundo.
O Gênesis sugere que cada começo carrega consequências, e que a transformação é o caminho contínuo entre o gene e o ser.
Nesse movimento perpétuo, emergem mutações - fruto da exploração inconsequente dos recursos naturais, que marca tanto o Homem quanto o mundo que o envolve. As alterações climáticas são hoje o reflexo direto dessas ações e omissões.
A existência humana desenvolve-se entre dualidades, onde os contrastes impulsionam a nossa capacidade de evoluir e reinventar modos de coexistência. Entre o fluxo do espaço-tempo quotidiano e a convivência com opostos, vivemos o paradoxo da ubiquidade tecnológica: presença constante e isolamento profundo. Nos diálogos cromáticos, a cor converte-se em linguagem que expressa tensões e afinidades, procurando harmonia mesmo quando nos percebemos como impostores do nosso próprio tempo.
Ainda assim, a ecologia, que nos lembra da interdependência entre todas as formas de vida, a utopia, que insiste em lançar luz sobre o cenário distópico do presente, as relações humanas, que revelam a procura contínua de significado, num mundo em que é no outro que nos reconhecemos, e a partilha afirmam-se como primordiais.
Artistas_Amélia Marta, Ana Margarida Carvalho, Ana Paula Picoito, Andrea Sepulveda, Fernando Crêspo, Jorge Dinis, Margarida Carmo Costa, Maria Inês Reis Silva, Paula Zerbes, Rui Silva, Sofia Matinhos, Sónia Brum, Vanda Lopes, Vivianne Kiritani
Local_Espaço Santa Catarina
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 7, 1200-123 Lisboa
Horário_21 de setembro a 1 de outubro das 14h às 20h. Encerrada aos sábados, domingos e feriados
Visitas Guiadas_Por marcação via Whatsapp +351 960 007 010 (Ana Margarida Carvalho). As visitas ficam marcadas após confirmação.
Finissage_1 outubro
Inauguração_Inauguração dia 22 das 16h às 20h
“Shared Grounds – Contemporary Jewellery from Austria”
Vista de fora, a Áustria parece muitas vezes um cenário perfeitamente orquestrado de montanhas, nostalgia imperial, música clássica e joias requintadas. Mas, sob esta superfície, reside uma tradição igualmente forte de dissidência radical. Ela vai da Secessão Vienense à Wiener Werkstätte e a Peter Skubic no final da década de 1960, que separou o valor da joia do seu material e lhe chamou "uma disciplina da mente". A cena joalheira contemporânea da Áustria mantém-se firmemente nesta tradição de ruptura. Com ironia e sagacidade, ela examina a história da arte, o design, a indústria e a cultura pop. Ao mesmo tempo, utiliza este meio íntimo para abordar debates urgentes sobre inclusão, feminismo, desigualdade de género e microplásticos.
"Shared Grounds" desenrola-se dentro dessa tensão. A exposição reúne várias gerações de artistas joalheiros austríacos. Partilham o mesmo terreno de trabalho, mas respondem-lhe com estratégias artísticas completamente diferentes. Em Lisboa, 18 artistas da Áustria mostram como esta coexistência de tradição e rebeldia pode ser vivida e moldada hoje.
Artistas_Stina Bross, Nikolaus F. Egger, Benedikt Fischer & Rudy de Gruijl, Ursula Guttmann, Susanne Hammer, Iris Hummer, Noah Layr, Gerti Machacek, Stephie Morawetz, Manfred Nisslmüller, Konstanze Prechtl, Ulrich Reithofer, Deborah Schultheis, Peter Skubic, Miriam Strake, Eva Tesarik, Petra Zimmermann
Local_Klein Space
Rua Anchieta, 5, 1º andar, 1200-023 Lisboa
Horário_De 22 a 26 das 17h às 19h
Inauguração_Inauguração dia 24, das 14h às 18h
23 Set, 4ª feira, 11h—16h | ARROIOS
“Desafio Tincal lab 2025 Joalharia e Celebração”
Pensando no conceito de coexistência e no difícil equilíbrio entre o ser humano e o ambiente que o rodeia, propomos uma reflexão acerca da passagem do tempo e dos rituais que promovem a joalharia como símbolo da celebração da vida e dos momentos-chave que marcam a nossa presença no mundo, as relações humanas e o valor que damos ao simbolismo dos objetos e dos materiais.
Refletimos no futuro a partir do presente. Cada ano que passa é motivo de celebração – tão simbólica como contabilizável. Enquanto celebramos, reconhecemos o valor do passado e a esperança no futuro. E o poder da joalharia na materialização desta celebração é inegável. Nesta exposição, elementos artificiais e naturais multiplicam-se em gestos criativos que celebram, tanto a vida humana nas suas mais eminentes conquistas, como as pequenas grandes coisas presentes na natureza que lhe dão sentido. Confetti e flores - cada um à sua maneira, símbolos de celebração de dois mundos que coexistem.
Participantes_Amàlgama Jewels / Giorgia Tasca (IT) | Ana Azevedo (PT) | Ana Calbucci (BR) | Ana Margarida Carvalho (PT) | Andrea Serini (AR) | Angela Mini Jo (US/KR) | Ani Flys (US/ES) | Ania Sikorska Jewellery / Anna Sikorska (PL/GB) | Anna Timár (HU) | Bárbara García (ES) | Béatrice Carlson (FR/NZ) | Carla Cardarelli (AR/IT) | Carmen López (ES) | Catarina Nordeste (PT) | Catherine Zibo (CA) | Cecilia Mattera (AR) | Céline Poudroux (FR) | Clélia Jewellery / Clélia Parreira (PT) | Constanze Chrosch (DE) | Cristina Celis (MX) | Demitra Thomloudis (US) | Dimitra Papamerkouri (GR) | Dua Fatima Baig (PK/DE) | Elin Flognman (SE) | Elvira Cibotti (AR) | Erinn M. Cox (US/NO/EE) | Eugènia Arnavat (ES) | Fanni Nagy (HU) | Fanny Järvengren (SE) | Feifei (CN/GB) | Francesca Cecamore (IT) | Glòria Tormo Bernad (ES) | Inês Sobreira (PT) | Ingrid Berg (SE) | Juan Harnie (BE) | Juergen Veit (DE) | Julie Usel (CH) | Kamile Staneliene (LT) | Karman Jewelry / Orsolya Karman (AT) | Kristina Felicia Vilensten (SE) | Laura Leyt (AR) | Lily Kanellopoulou (GR) | Lily Preve (GR) | Lucia Abdenur (BR/PT) | Lunante / Paolo Gambarelli (IT) | Lydia Martin (US) | Lynne Speake (GB) | Marcin Boguslaw (PL) | Mariana Pina Tostes (BR) | Mark Newman (IE/GB) | Martin Grosman (CZ) | Melis Agabigum (US) | Mimi Papandrea (AR/ES) | Nikoletta Efstathiou (GR) | Patricia Mogni (AR) | Pilar Viedma (ES) | Raffaella Brunzin (IT) | Rebecca Strzelec (US) | Rodger Stevens (US) | Sandra Bostock (MX) | Sevde Kökler (TR) | Sophie Lowe (GB) | Thais Costa (BR) | Virginia Sprague (AU/TH) | Yael Olave Munizaga (CL/ES) | Yaning Liu (CN/GB) | Youngji Chi (KR) | Zuzanna Franczak (PL)
Local_Atelier nos astros | Rua 4 de Agosto 4b, 1900-387 Lisboa
Horário_A exposição estará patente de 10 setembro a 2 outubro
19–27 setembro 15h–19h
Ou por marcação: Pilar Andaluz +351 939 521452
Inauguração_23 de setembro das 11h às 16h
23 Set, 4ª feira, 16h—20h | SANTOS | SÃO BENTO | SANTA CATARINA
R. I. P. - Rest In Piece
Coexistência entre a vida e morte em Aventuras nos Mares do Sul.
Artista_Manuel Vilhena
Local_Galeria Reverso
Rua da Esperança, 59 / 61, 1200-655 Lisboa
Horário_(durante a Bienal) - terça a sexta das 11h às 18h, sábado das 11 às 17h | visita guiada: sábado 26, 11h | Exposição patente até 16 de outubro
Visita guiada_sábado 26, 11h
WINDOW PROJECT_Tatjana Giorgadse
Inauguração_Inauguração dia 23 das 16h às 20h
No Hard Feelings?
Vivemos num tempo difícil, ou a dificuldade é, foi e será sempre parte da vida. Inescapável – as dificuldades estão entrelaçadas na essência da existência. O conflito e o confronto surgem muitas vezes numa situação difícil, em que ficamos intrigados, confusos, chocados ou em fúria. Há uma incapacidade de comunicar e de compreender.
Como posicionarmo-nos e agirmos perante os conflitos geopolíticos, o aquecimento global, a exploração da natureza, a poluição por plástico e as mentiras que fazem parte do viver de hoje? Como lidar com o medo, a ansiedade, o horror e o nojo? Existe possibilidade de reparação e de compaixão? De olhar a situação nos olhos sem nos quebrarmos?
Fazer e criar é um ato de envolvimento, uma comunhão com o mundo. Ao fazer, uma pessoa acrescenta, muda, modifica, junta peças, encontra sinergias e faz as pazes com. A ação carrega a intenção de formar laços, relações, criar significados, aceitar, compreender e trazer novas possibilidades, recolher, observar, investigar e fazer.
Um momento no tempo pode ser selado num objeto e pode depois ser retrabalhado, observado e racionalizado. Os objetos podem guardar um feitiço e, por vezes, quebrar um mau feitiço. Poderá o fazer dedicado, ou a ação, quebrar o feitiço que paira sobre nós?
Como podemos nós, enquanto artistas, propor uma forma diferente de lidar com as dificuldades? Como pode o ofício transmitir uma outra forma de compreender o mundo? Poderá voltarmo-nos para o subconsciente, o ritual e a magia ajudar-nos a manter a sanidade, ou será apenas mais uma forma de escapismo?
Kaia Ansip e Yufang Hu trabalharam juntas para a sua mostra de finalização de curso; a meticulosidade de Yufang Hu e a nonchalance de Kaia Ansip encontram-se num terreno bem equilibrado. Para esta mostra, as artistas jogam com a "natureza" que engole, e com materiais em dificuldade – entregues aos elementos, ao tempo, ao abandono e ao descuido.
Artistas_Kaia Ansip, Yufang Hu
Local_Atelier Tânia Gil Jewellery
Travessa dos Mastros, 1, 1200-265 Lisboa
Horário_De 5ª feira a sábado, 24 a 26 de setembro, das 11h às 19h
Inauguração_Inauguração dia 23 das 16h às 20h
“Take Place”
A ação de segurar uma ferramenta ou material é o ato de o manusear. Uma ação ativa em tempos de passividade. O corpo, a mão e o ato de segurar algo como uma força omnipresente. O lugar é o mundo envolvente. O físico, o intelectual, o social. Ocorrer exige esforço. "Ocorrer" é uma exposição que explora a importância do lugar. Lena Birgitsdotter, Staffan Jonsson e Elin Flognman refletem em conjunto sobre a prática e o lugar, e sobre os seus ambientes e técnicas específicos. Junte-se a nós e ocupe o seu espaço.
Artistas_Lena Birgitsdotter, Staffan Jonsson, Elin Flognman
Local_Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa, Sala Antecoro
Largo de Jesus, 1200-317 Lisboa
Horário_De 5ªfeira a sábado das 11h às 17.30h, domingo das 13h às 18h
Inauguração_Inauguração dia 23 das 16h às 18h
Nacre and the Grain: Empathetic Making for Vulnerable Landscapes
Nacre and the Grain: Empathetic Making for Vulnerable Landscapes propõe um conjunto de 20 a 50 obras de artistas radicados na Escócia que exploram a relação entre o gesto humano, o tempo geológico e a vulnerabilidade ecológica. A exposição toma o seu título a partir de duas metáforas de formação lenta — o nácar (madrepérola) e os grãos de madeira ou metal — para evocar a relação entre o trabalho artesanal paciente e os ambientes frágeis.
Inspirando-se no amor mundi (amor ao mundo) de Hannah Arendt, na filosofia do artesanato de Richard Sennett e no conceito de "materiais em processo" de Tim Ingold, a exposição posiciona a prática artesanal como um ato cívico e ambiental. Cada artista participante explora a forma como os materiais — metal, nácar, plástico, pedra e resíduos digitais — transportam tanto a memória do lugar como a tensão entre escassez e abundância. As suas obras convidam os espectadores a sentir o mundo através da textura e da transformação, destacando práticas sustentáveis, fornecimento ético e cuidado com a vida não humana.
Nacre and the Grain propõe a joalharia como meio de empatia no Antropoceno: atos de produção em pequena escala que registam a precariedade global. Através do diálogo entre artesãos da Escócia, a exposição transforma a linguagem do adorno numa ética da atenção — onde cada peça se torna um microcosmo do cuidado.
Artistas_Kristin Beeler, Sandra Wilson, Steph Cheong, Michelle Currie, Iona Turner, Andrea Dritschel, Damien Carpenter
Local_Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa, Sala do Coro Alto
Largo de Jesus, 1200-317 Lisboa
Horário_De 5ªfeira a sábado das 11h às 17.30h
Inauguração_Inauguração dia 23 das 16h às 18h
Afterlives
A galeria Lalabeyou apresenta AFTERLIVES, uma exposição que reúne 28 artistas. Este projeto explora a "vida depois da morte" não apenas como uma ideia espiritual, mas como uma solução prática na oficina de joalharia.
Com os metais preciosos cada vez mais caros e o crescimento da necessidade de sustentabilidade, AFTERLIVES foca-se em dar uma segunda oportunidade aos materiais. Os artistas criam peças novas utilizando sobras, desperdícios e elementos reciclados. Esta coleção prova que materiais "mortos" podem renascer em joalharia contemporânea bonita e valiosa.
Artistas_Aléalu - Angela Lago - Ani Flys - Anna Zeibig - Beatriz Gargano - Blanca Bellosillo - Carmen Martínez - Cova Ríos - DeJordan Jewelry - Esther Ortiz-Villajos – Esteban Erosky - Festivo Design - Iraia Aizcorbe - Kiseno - Laura González – Luz Arias - Mar Juan Tortosa - María Mallo - María Torné - Marta Armas - Noroeste Obradoiro - Olalla Fernández - Osvaldo Escanes - Raquel Bessudo - Saskia Bostelmann - Tamar Kern - Umi Mun - Viki Gómez
Local_Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa, Sacristia
Largo de Jesus, 1200-317 Lisboa
Horário_De 5ªfeira a sábado das 11h às 17.30h, domingo das 13h às 18h
Inauguração_Inauguração dia 23 das 16h às 18h
Sweet Labour II: The Cost of Coexistence
A coexistência é muitas vezes referida como uma conquista, mas, na prática, é um ideal pelo qual se luta através de um trabalho contínuo e desigualmente distribuído. A segunda apresentação da série Sweet Labour, Sweet Labour II: The Cost of Coexistence, apresenta quatro artistas contemporâneos — Mary Curtis, Victoria Edin, Jimmy Ma’ia’i e Kiyoshi Yamamoto — cujas obras contêm ou destacam o trabalho realizado em prol da equidade dentro de arenas definidas. Apresentada no interior de uma máquina de garras, um jogo universalmente reconhecido como viciado, a instalação interativa exige o ónus da participação quando as probabilidades estão contra nós. Pergunta-nos quem paga o custo da igualdade, ou da coexistência, e se estamos dispostos a trabalhar por prémios que estão quase fora do nosso alcance.
Artistas_Mary Curtis, Victoria Edin, Jimmy Ma’ia’i e Kiyoshi Yamamoto
Curadoria_Grace Lai
Local_Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa, Sala dos Azulejos
Largo de Jesus, 1200-317 Lisboa
Horário_De 5ªfeira a sábado das 11h às 17.30h, domingo das 13h às 18h
Inauguração_Inauguração dia 23 das 16h às 18h
Septentriones
Septentriones é uma constelação de sete estrelas no céu setentrional. Faz parte da Ursa Maior.
A exposição Septentriones apresenta sete artistas finlandesas, cada uma com a sua própria perspetiva e métodos de trabalho.
A exposição examina a humanidade, a mudança e a construção de significado. Aborda diversas formas de transformação – por exemplo, a transição do invisível para o visível, do silêncio para o sonoro e do medo para a coragem. As obras destacam diferentes dimensões da mudança: como algo modesto pode ganhar importância, como algo temporário pode tornar-se permanente e como algo remoto pode tornar-se central.
Septentriones serve como núcleo visual e conceptual da exposição. As suas sete estrelas formam um caminho simbólico, sendo que cada etapa representa a mudança. A poeira estelar serve como metáfora de como as coisas do dia-a-dia podem ganhar um novo significado.
A exposição incentiva os visitantes a fazer uma pausa, a refletir sobre as suas próprias experiências e a perceber que até mesmo pequenas mudanças podem fazer parte de um todo maior.
Artistas_Helena Lehtinen, Eija Mustonen, Anna Rikkinen, Terhi Tolvanen, Tarja Tuupanen, Jenni Sokura, Janna Syvänoja
Local_Igreja de Santa Catarina de Lisboa, Biblioteca
Calçada do Combro, 82A, 1200-123 Lisboa
Horário_De 5ªfeira a sábado das 11h às 17.30h, domingo das 13h às 18h
Inauguração_Inauguração dia 23 das 16h às 20h
Com a presença do Embaixador da Finlândia, Sr. Christian Lindholm, às 17h
Agile systems of knowledge
Para „Agile systems of knowledge“, oito artistas colaboram em pares, explorando as interfaces entre a joalharia, o corpo e a subcultura urbana (arte de rua e skate) sob o tema central da Bienal, “Coexistências”. O projeto é apresentado pela Galeria Milvus em Hesse, Alemanha, e tem a curadoria de Johanna Zellmer e Kai & Uwe Krieger. A coexistência das nossas realidades alternativas surgiu da aclamada exposição „Skate or die!“, realizada pela Galeria Milvus no polo artístico HUETTE38 em Giessen, na primavera de 2026. Para a 3ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa, o conceito inicial foi alargado: quatro designers de arte de rua foram emparelhados com quatro joalheiros contemporâneos.
Esta colaboração cria um discurso altamente temático sobre a materialidade, os limites corporais e a liberdade sociocultural. As obras híbridas e especulativas resultantes, que combinam skate e joias, marcam um processo de reaprendizagem coletiva e de descoberta de sistemas de conhecimento partilhados. A cidade de Lisboa, com a sua plataforma de arte urbana de referência, Underdogs, constitui um local fundamental para estabelecer uma rede europeia sustentável.
Artistas_Christoph Zellweger (CH) & Kai und Uwe Krieger (DE) // Johanna Zellmer (NZ/DE) & Christian „Dome” Krämer (DE) // Jordi Aparicio (ES) & Christian “Kera” Hinz (DE) // Dauvit Alexander (UK) & Mariusz “M-City” Waras (PL)
Local_Igreja de Santa Catarina de Lisboa
Calçada do Combro, 82A, 1200-123 Lisboa
Horário_De 5ªfeira a sábado das 11h às 17.30h
Inauguração_Inauguração dia 23 das 16h às 20h
“Black Moon”
Uma experiência de uma só noite.
Convidamo-lo a entrar na luz da Lua Negra — o tempo das noites mais escuras, quando os objetos se dissolvem em sombra, perdendo os seus contornos, materialidade e significado, e quando medos, desejos e obsessões ocultos despertam em nós, obrigando-nos a refletir sobre o espírito e o seu lugar dentro dos nossos corpos e para além deles.
Black Moon é um conceito de Elena Karpilova & Ruudt Peters. Convidámos cinco artistas de joalharia contemporânea de diferentes cantos do mundo a reunirem-se numa capela histórica no coração da Baixa de Lisboa. Através da conversa, da performance, da poesia e da joalharia, convidarão o público a refletir sobre as fronteiras entre a luz e a escuridão.
No nosso caso, refletiremos em conjunto sobre por que razão o trabalho de cinco joalheiros está ligado à procura da luz e da escuridão. Será a escuridão alguma vez absoluta — ou será apenas o lado invisível da lua, como na lua nova, oculto apenas porque os nossos olhos não o conseguem perceber?
As obras dos joalheiros estarão presentes ao longo da noite, ainda que vê-las possa exigir um certo esforço!
Quem estará à sua espera sob a Lua Negra
Elena Karpilova & Ruudt Peters
Joalheiros_Jorge Manilla, Ruudt Peters, Marta Costa Reis, Lori Talcott, Sophia Zobel, Kadri Mälk (in spirit)
Horário_Final da noite
Confirmação de presença obrigatória através de: lenakarpilova@gmail.com | Após a confirmação da sua presença, receberá mais detalhes sobre o evento. Inscreva-se com antecedência | A capacidade é limitada a 25 participantes.
24 Set, 5ª feira, 11h—15h | CASTELO | ALFAMA | BAIXA
“Dissidências”
Para criar a coexistência, é preciso primeiro gerar uma revolução contra o sistema implementado.
Acolher esta exposição no Museu da Revolução não é uma coincidência geográfica; é uma necessidade conceptual.
A coexistência do século XXI não nascerá de uma transição pacífica nem do cumprimento dos enquadramentos estabelecidos, mas de uma rutura estética, material e política.
Três linguagens distintas e não conformistas convergem neste espaço para desmantelar as dinâmicas tradicionais do ornamento, transformando a joalharia num artefacto de dissidência. Aqui, o metal, o objeto e a estrutura corporal recusam ser dóceis. Já não decoram o corpo: armam-no para a revolta.
Esta exposição é um lembrete de que nenhum novo ecossistema pode prosperar sem primeiro destruir as estruturas que nos isolam.
Não procures ornamento; procura o início de uma nova ordem.
Artistas_Ignasi Cavaller, Jordi Aparicio, Valentim Quaresma
Local_Museu do Aljube
Rua Augusto Rosa, 42, 1100-059 Lisboa
Horário_De 25 a 27, das 10h às 18h
Inauguração_Inauguração dia 24 das 11h às 15h
“Partycals“
Somos ASTONISH — cinco criadoras unidas pela linguagem da joalharia. Há dez anos que o nosso colectivo se tem formado e deixado influenciar por diversas artistas extraordinárias. Crescemos juntas, trocando ideias, inspirando-nos mutuamente. Moldando um universo partilhado a partir de inúmeros fragmentos únicos, cada voz, cada partícula, acrescentou brilho à nossa constelação. Através do diálogo, desenvolvemos uma força colectiva, continuando a evoluir juntas — enquanto indivíduas e enquanto grupo. Ao entrarmos numa nova fase, carregamos uma galáxia de memórias e a beleza da pluralidade. Em 2026 celebramos uma década de criatividade, empoderamento e coesão. Juntas, somos mais do que a soma das nossas partes. Venha festejar connosco e deixe-se ASTONISH-ar!
Artistas_Gina Nadine Müller, Iris Hummer, Julia Obermaier, Sharareh Aghaei, Stephie Morawetz, Pei Wu
Local_Igreja da Madalena
Largo da Madalena, 1, 1100-404 Lisboa
Horário_De 25 a 27 das 11h às 18h
Inauguração_Inauguração dia 24 das 11h às 15h
Stuck
“Stuck” define o momento em que não conseguimos avançar — física, mental ou criativamente. É o desconforto diante de um problema sem solução aparente e a frustração quando o progresso estagna. Ao transitarmos dos estudos para a prática artística, sentimos essa imobilidade como um território ambíguo: um lugar em que as possibilidades parecem infinitas, mas igualmente inalcançáveis. Entre hesitações, barreiras técnicas e o peso das decisões, o resultado é o mesmo: trabalhos suspensos, inacabados, à espera de resolução. Esta exposição revisita essas peças interrompidas no instante do impasse. Reunidas, elas renascem como matéria de diálogo e de reencontro — entre nós e entre si. Com seis olhos, três mentes e inúmeras ideias partilhadas, propomos uma visão coletiva do fazer artístico. Porque, embora a joalharia muitas vezes nasça no silêncio do ateliê, a criação não precisa existir em isolamento. STUCK transforma o impasse em ponto de partida: um espaço de coexistência entre incerteza e colaboração. Aqui, a vulnerabilidade do processo — a dúvida, a experimentação, a procura — torna-se oportunidade de relação e descoberta. Ser “stuck” deixa então de significar apenas bloqueio, passando a nomear um estado de escuta e de atenção: entre o fazer e o não saber, entre o corpo e o objeto, entre o íntimo e o mundo. Tal como a Bienal imagina novas formas de coexistência com outros seres, sistemas e realidades — minerais, vegetais, digitais, espirituais ou artificiais — também STUCK pergunta que futuros podem emergir quando aceitamos a incerteza como parte vital da prática artística. Aqui, nada está verdadeiramente concluído.
Artistas_Ana Bellagamba, Caio Mahin, Sandra Hartman
Local_Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha
Rua da Alfândega, 108, 1100-585 Lisboa
Horário_De 25 a 26 das 14.30h às 18.30h
Inauguração_Inauguração dia 24 das 10.30h às 13h e 14.30h às 18.30h
Travessia
Travessia configura-se como um movimento de aproximação ao que permanece indefinido, parcial ou latente, no qual corpo, percepção e imaginação atuam de forma integrada.
Três artistas joalheiros situados em diferentes contextos geográficos São Paulo, Idar- Oberstein e Rio de Janeiro, investigam espaços de coexistência entre camadas, corpos, imagens e imaginários.
Nesse sentido, Travessia se estabelece como uma experiência poética construída a partir da sobreposição de imagens semitransparentes, da costura como gesto de contenção e tensão, e da criação de dispositivos simbólicos de passagem entre realidades possíveis.
Artistas_Alice Lobato, Ana Bellagamba, JP Vellaco
Local_Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha
Rua da Alfândega, 108, 1100-585 Lisboa
Horário_De 25 a 26 das 14.30h às 18.30h
Inauguração_Inauguração dia 24 das 10.30h às 13h e 14.30h às 18.30h
Under many suns
Da competição à conquista,
Domesticação da luz, dança e traça, tornando-se contável
circular e girando sobre o seu próprio eixo e sempre relacional, coreográfica
Sujeitos, objetos e verbos concorrentes
Conquistar e multiplicar luzes e as suas projeções em reprodução e reflexão
Artista_Camilla Prey
Local_Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Rua de São Julião 140, 1º Andar
Horário_De 24 a 26 Set, das 11h às 18h
Instalação performativa ativada diariamente às 12h00, coincidindo com a passagem do sol pelo zénite
Inauguração_Inauguração dia 24 das 11h às 15h
A shared silence
A exposição "A shared silence" reúne obras de dez artistas joalheiras iranianas, cujas criações foram marcadas pela deslocação, pela perda e pela repressão. As suas obras transitam entre a memória e a presença, a proximidade e a distância, a esperança e o desespero. A joia torna-se um espaço de reflexão e uma forma de dar forma ao que não pode ser dito. Os materiais frágeis e as formas fragmentadas refletem a vulnerabilidade e a procura de estabilidade. À distância, os artistas mantêm-se ligados às condições vigentes, transportando uma sensação de tensão e incerteza. Através de um trabalho minucioso, o fragmentado é reunido, expressando resiliência, dignidade e persistência de uma forma silenciosa, mas poderosa.
Artista_Bahareh Arian, Farnoosh Abdoli, Mana Jahangard, Nioosha Vaezzadeh, Pegah Vedad, Rezvan Hajian, Sara Heidary, Shahin Sahafipour, Sharareh Aghaei, Vesal Bahmani Nik
Local_Igreja São Domingos
Largo de São Domingos, 1150-320 Lisboa
Horário_25 e 26 setembro, das 11h às 19h
Inauguração_Inauguração dia 24 das 11h às 15h
24 Set, 5ª feira, 14h—21h | BAIRRO ALTO | CHIADO | BAIXA
“Extranalities nº18 - crossing seeds”
Texto de Lidija Kolovrat:
SEMENTES PRECISAM DE SE QUEBRAR PARA CRESCER
As sementes são os nossos rituais.
São escolhas feitas com intenção, pequenos atos de fé naquilo que poderia ser.
Dentro de cada uma existe um arquivo vivo, uma memória do que foi e um projeto para o que poderá vir.
Uma semente é uma promessa silenciosa ao amanhã.
Somos gente da estação, do amor de Demeter a Persephone, movendo-nos com ritmos que a natureza há muito colocou em movimento. Mesmo na escuridão, debaixo da terra, fora de vista — a natureza está a trabalhar. As sementes são os nossos rituais. São escolhas feitas com intenção, pequenos atos de fé naquilo que poderia ser. Dentro de cada uma existe um arquivo vivo, uma memória do que foi e um projeto para o que poderá vir. Uma semente é uma promessa silenciosa ao amanhã.
Em tempos em que tanto parece incerto, plantar é um ato político. Cuidar de algo que cresce é revolucionário. Guardar sementes é guardar possibilidades — futuros que talvez nunca vejamos, mas que ainda assim podemos moldar.
Todo o futuro começa pequeno, escondido, comprimido, à espera de coragem suficiente para se abrir.
Artista_Herman Hermsen, Tim Carson, Peter Vermandere, Felieke van der Leest, Sophia Björkman, Denise Reytan, Sara Gackowska, Christoph Zellweger, Catarina Silva + Lidija Kolovrat
Local_Lidija Kolovrat
Rua Dom Pedro V, 79, 1250-096 Lisboa
Horário_2ª Feira a sábado das 11h às 19h
A exposição estará patente até 10 de outubro 2026
Inauguração_Inauguração dia 24, das 14h às 18h
Jardin d'agrément
Jardin d'agrément imagina um jardim exuberante e utópico, inspirado nos jardins do paraíso e nos jardins dos deuses que se encontram em diversas culturas. Aqui, humanos, animais e plantas coexistem para além da hierarquia, numa ecologia partilhada de reciprocidade e admiração.
As joias tornam-se uma constelação viva de símbolos: maçãs, unicórnios, flores, pássaros e imagens marianas evocam conhecimento, cuidado, fertilidade e transformação. No centro da exposição, a serpente emerge como guardiã, e não como tentadora — um símbolo de sabedoria, regeneração e do ciclo contínuo da vida.
Mais do que um Éden perdido, Jardin d'agrément é uma ficção poética que nos convida a imaginar novas formas de habitar o mundo, onde a coexistência não é um ideal, mas uma prática viva.
Artista_Catarina Silva
Local_Galeria Tereza Seabra
Rua da Rosa 158, 1200-011 Lisboa
Horário_3ª ,5ª ,6ª e sábado das 11h às 13h e das 14 às 19h, 4ª das 14h às 19h | A exposição estará patente até 31 de outubro 2026
Inauguração_Inauguração dia 24, das 14h às 18h
FINDINGS
“A descoberta de contas ornamentais muito antigas, datadas de há mais de 100.000 anos, é crucial para a compreensão do comportamento humano.
Os ornamentos são um sintoma fundamental da capacidade humana de exteriorizar os seus pensamentos de forma simbólica, gerando e partilhando informação em vez de simplesmente a processar. Os arqueólogos consideram as conchas marinhas com orifícios perfurados para que se juntem firmemente em colares como uma tecnologia de informação essencial que estabelece um sentido de identidade individual e coletiva.” Beatriz Colomina
Artista_Ana Escobar Saavedra
Local_Ermida da Ascensão de Cristo
Calçada do Combro, 74, 1200-123 Lisboa
Horário_5ªfeira e 6ªfeira, das 12h às 17h30
Performance de longa duração. Ativação às 12h, 13h, 14h, 15h, 16h e 17h
Parallel Realms: Wearable Worlds
Esta exposição reúne joalharia que trata diferentes domínios como colaboradores e utilizadores ativos, e não apenas como meros cenários para a vida humana. Cada peça é concebida como um amuleto para outro ser ou mundo, tornando-se num pequeno e denso mundo em si mesmo — um portal para um reino ou cosmologia paralela —, enquanto o corpo humano atua como um hospedeiro temporário onde estas realidades se encontram e negociam. A exposição convida tanto artistas como visitantes a refletir sobre como a joalharia pode proteger, honrar ou comunicar com esses mundos inesperados que nos rodeiam e acompanham.
Artistas_Amélia Marta, Bruno Ferreira, Dina Elkhouly, Francesca Caccioppoli, Mila Wielusińska
Local_Hotel Pestana (Lobby)
Rua do Comércio, 83, 1100-413 Lisboa
Horário_De 22 a 27 setembro das 9h às 22h com a presença dos artistas das 17h às 20h
Inauguração_Inauguração dia 24, das 14h às 19h
26 Set, Sábado, 14h30 | AVENIDA
Apresentação do Livro “Playtime” de Typhaine le Monnier
A artista Typhaine Le Monnier trabalha na interseção entre a joalharia contemporânea e os objetos esculturais. Playtime, a sua primeira monografia, publicada pela Arnoldsche, documenta o seu processo artístico lúdico, que combina inovação e experimentação, colocando o processo criativo em primeiro plano.
O lançamento terá lugar no dia 26 de setembro de 2026, pelas 14h30, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Cristina Filipe, artista, escritora, investigadora e curadora especializada em joalharia contemporânea; Theo Smeets, artista joalheiro e professor de Joalharia e Design de Objetos na Universidade de Ciências Aplicadas de Trier; e Dirk Allgaier, diretor-geral da Arnoldsche Art Publishers, participarão numa conversa com Typhaine Le Monnier sobre Playtime e a sua obra.
Local_Auditório da Biblioteca da Sociedade Nacional de Belas-Artes
Rua Barata Salgueiro, 36, 1250-044 Lisboa
Horário_26 setembro às 14.30h
To ensure a smooth experience and allow everyone to fully engage with the dynamic schedule, the opening events for the parallel exhibitions will be organized in blocks by zone.
This geographical layout is designed to streamline your itinerary, giving you time to explore the various exhibition spaces at a comfortable pace, attend the official openings, and meet the artists at each location.
BIENNIAL SPACES
In addition to the exhibitions programme, the Biennial also runs three of its own information and activity spaces, open to the public.
Biennial Shop
Information and workshops open to the public, within the Jewellery Biennial.
Dates and times to be announced.
MOBA • Mercado de Ofícios do Bairro Alto
Travessa da Boa Hora, 1200-043 Lisboa
Dates and times to be announced.
Igreja de Santa Catarina de Lisboa
Calçada do Combro, 82A, 1200-123 Lisboa
Dates and times to be announced.
POP UP BIENAL
La Joaillerie Exquise
A collaborative game inspired by the surrealist Exotic Corpse, applied to jewellery making. — Open to the public.
Artist_Elena Karpilova
Local_Mercado de São Bento
Rua Nova da Piedade 101, 1200-297 Lisbon
Opening hours_Sessions 20th to 24th September, 11am–2pm
Presentation of results September 27, 11am–3pm
O Museu do Bolso
Interactive pop-up for the public, as part of the Biennial — photograph of the most interesting object visitors have in their pocket/bag, later shared on the Biennial's Instagram. September 20th and 23rd, during the afternoon.
Artist_Amélia Marta
Local_Mercado de São Bento
Rua Nova da Piedade 101, 1200-297 Lisboa
Horário_Sessions 20th to 23rd September, afternoon
Faces and caras
As part of the 3rd Lisbon Contemporary Jewellery Biennial, I will be hosting a two-day pop-up at Mercado de Sâo Bento where I will showcase many of my faces. To mark the occasion, I’ll also be offering hand-poked face tattoos right in the space. You can get a complimentary tattoo with any jewellery purchase, or claim one for a symbolic price.
Tamia Dellinger is a jewellery artist based in Portugal, whose work is a reflection of the landscapes that surround her, making use of symbolism and materiality to create narratives. Her most recent exhibition, Face to Face at gallery Marzee, is an exploration of the face motif, which she has been exploring for years.
Artists_Tamia Dellinger
Local_Mercado de São Bento
Rua Nova da Piedade 101, 1200-297 Lisbon
Opening hours_September 25th and 26th, from 11am to 1pm and from 2pm to 5pm
21 Set, Monday, 6pm | BAIXA
Three Lines of Listening: Jewellery in Coexistence
Three learning contexts, three identities, one common space for encounter and reflection. The exhibition brings together works developed within the different ecosystems of the António Arroio Art School, CINDOR, and Alquimia-Lab, placing in dialogue paths, methodologies, and languages that reflect the plurality of approaches to contemporary jewelry creation.
As part of the 3rd Lisbon Contemporary Jewellery Biennial, and based on the theme Coexistences, the exhibition proposes a shared territory where different ways of learning, creating, and interpreting jewellery come together without losing their singularity. Between know-how, design, and conceptual experimentation, each participant is invited to interpret Coexistences from their own place, in an exercise of listening between materials, processes, ideas, and different ways of inhabiting the world.
Three Lines of Listening seeks to make visible what can emerge from the encounter: a plural jewellery, built at the intersection of identity, diversity, dialogue, and collaboration.
Three visions. Three paths. A space for socializing.
Artists_Students from the schools: Escola Artística António Arroio, CINDOR and Alquimia-Lab
Local_Ourivesaria Sarmento
Rua Áurea 251, 1100 – 062, Lisbon
Opening hours_22 to 25 September from 10am to 7pm, 26 September from 10am to 2pm
Official Opening_Opening 21 September at 6pm | The exhibition will be on display until October 5th.
22 Set, Tuesday, 11am—3pm | CASTELO
“O CORPO QUE LEMBRA”
Jewellery, in its most urgent potential, ceases to be merely adornment and becomes a device for coexistence. The exhibition "O corpo que lembra”, presented by students from Algures School of Contemporary Jewellery as part of the "Coexistences" Biennial, proposes an exercise in sensitive listening: how can jewellery express the web of relationships that connects us to the Earth's ecology? In this exhibition, the body is understood as a hybrid territory—a place where the human meets the non-human. The diversity of the pieces reflects a multiple creative process: on the one hand, the exploration of new biotechnological horizons, where bacteria and mycelia are cultivated; on the other, the rescue of ancestral memories and spiritual practices that, like the reuse of materials, teach us not to discard what has a soul.
As beings who are, in practice, chimeras—hybrids of organism, myth, and matter—the students propose a jewellery that challenges the boundaries between the natural and the synthetic, between the sacred and the technological. They do not merely create objects; They cultivate dialogues. By working with the patience of manual gesture and the unpredictability of the living, they reveal a jewellery that does not exploit, but coexists. The pieces exhibited here are vestiges of this investigation into our survival in the 21st century. They remind us that we have never been isolated individuals, but composite beings, in constant metabolic and symbolic exchange with the environment.
"O corpo que lembra" is an invitation to inhabit the future. It is the recognition that jewellery can be, simultaneously, an archive of ancestry and a seed of new forms of life. It is, ultimately, the manifesto of a practice that, by honoring what the body remembers, reconnects the human to the vastness of the system of which we are an integral part. The pieces will be in consonance with the MADP collection, promoting relationships between past and present, tradition and contemporaneity.
Artists_Alan Araujo, Ana Calbucci, Ana Moreira, Andrea Borges, Andrea Zlatkin, Angelo Rubens, Barbara Coufal, Bel Franke, Camila Ligabue, Clau Senna, Claudia Schlabitz, Cláudia Schneider, Clotilde Peruffo, Cris Arenas, Cris Silva, Cristina Lousa Borges, Cristina R Nuño, Daniela Foresti, Elaine Namba, Eliana Rodrigues, Elÿo, Fernanda Chemale, Filipa Franjoso, Flavia Cintra, Flavia Luce, Flávia Vidal, Giuliana Mantovi, Iane Cabral, Isabella Perillo, Iza Trinas, Jacque Basso, Joana Santos, Juliana Pupin, Juliana Sugimoto, Karine Groff, Lia Regina Gomes Braga, Lucia Higuchi, Maria Duarte, Maria Guapindaia, Mariana Tostes, Miriam Andraus Pappalardo, Mirian Zavarelli, Nathalia Canamary, Nazareth Pinheiro, Nena Pomarico, Nina Lima, Paula Andrade, Pedro Nunes, Priscilla Costa, Rô Boff, Sérgio Scazufca, Taís Pozzato, Tati Rojas, Thais Squillaro, Tita Schames e Vanessa Rosalino.
Opening hours_From 22 to 24, from 11am to 6pm
Local_Museu de Artes Decorativas (FRESS)
Largo Portas do Sol, 2, 1100-411 Lisboa
Opening_Official opening from 11am to 3pm
Guided tours_On the 22nd at 12pm, and on the other days at 11am
CONVERSATION PROGRAM (OPEN TO THE PUBLIC)
"THE BODY THAT REMEMBERS – CONTEMPORARY JEWELLERY, EDUCATION AND COEXISTENCES"
This event proposes a reflection on the body as a territory of memory, learning, and creation. The conversation brings together Alice Floriano, Manuel Vilhena, Nicole Uurbanus, Renata Porto, and students to share the school's pedagogical project, the processes developed for this edition of the Biennial, and the exhibition design in dialogue with the MADP collection, exploring the relationships between contemporary jewellery, education, heritage, and collective practices.
Opening Hours_22 September 4.30pm
"THE MAGICAL GEMS OF THE ROMAN EMPIRE: DEVICE OF CULTURAL INTEGRATION IN THE MEDITERRANEAN”
A conversation with archaeologist Prof. Dr. Ronaldo Gurgel Pereira, Universidade Nova de Lisboa, FCSH, dedicated to the symbolism and cultural continuities associated with magical gems, in dialogue with materiality, history, and ornamentation.
Opening Hours_23 September, 4.30pm
"RICE: MATTER AND MEMORY"
A conversation with the artist Nina Lima about the exhibition RICE, part of the Museum's context, reflecting on identity, memory, matter, and cultural circulation in contemporary jewellery.
Opening Hours_24 September, 4.30pm
Rice
"In her routine search for survival in the city's garbage, she discovered that all the things in the world – the sky, the trees, the people, the animals – turned yellow when hunger reached the limit of what was bearable.
Carolina saw the color of hunger - Yellow."
(Audálio Dantas)
The Brazilian writer Carolina Maria de Jesus wrote the book Quarto de Despejo: diário de uma favelada, where she recounts the days of a paper collector on the streets of São Paulo and her life in the largest favela in the capital in the 70s, Canindé. Hunger is an element present in the days of those who struggle to survive in the midst of so much inequality.
Abundance and hunger coexist on the planet: how much food could we buy with a small grain of rice in 18K gold?
Carrying this grain symbolizes seeing the world and the other with more humanity and gratitude.
Artist_Nina Lima
Local_Museu de Artes Decorativas (FRESS)
Largo Portas do Sol, 2, 1100-411 Lisboa
Opening Hours_From 22 to 24, from 11am to 6pm Opening_Official opening from 11am to 3pm
22 Set, Tuesday, 4—8pm | SANTA CATARINA | CHIADO
Ecos - 14 olhares sobre o ser humano e o Mundo
Bancada 14 presents ‘Echoes’, 14 perspectives on Humans and the World.
Genesis suggests that every beginning has consequences, and that transformation is the continuous path between gene and being.
In this perpetual movement, mutations emerge - the result of the reckless exploitation of natural resources, which marks both Man and the world around him. Climate change is now a direct reflection of these actions and omissions.
Human existence develops between dualities, where contrasts drive our ability to evolve and reinvent ways of coexisting. Between the flow of everyday space-time and coexistence with opposites, we experience the paradox of technological ubiquity: constant presence and profound isolation. In chromatic dialogues, colour becomes a language that expresses tensions and affinities, seeking harmony even when we perceive ourselves as impostors of our own time.
Even so, ecology, which reminds us of the interdependence between all forms of life, utopia, which insists on shedding light on the dystopian scenario of the present, human relationships, which reveal the continuous search for meaning in a world where we recognize ourselves in others, and sharing assert themselves as fundamental.
Artists_Amélia Marta, Ana Margarida Carvalho, Ana Paula Picoito, Andrea Sepulveda, Fernando Crêspo, Jorge Dinis, Margarida Carmo Costa, Maria Inês Reis Silva, Paula Zerbes, Rui Silva, Sofia Matinhos, Sónia Brum, Vanda Lopes, Vivianne Kiritani
Local_Espaço Santa Catarina
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 7, 1200-123 Lisboa
Opening hours_September 21st to October 1st from 2pm to 8pm. Closed on Saturdays, Sundays and public holidays | Guided tours: by appointment via WhatsApp at +351 960 007 010 (Ana Margarida Carvalho). Tours are scheduled upon confirmation.
Finissage_1 october 2026
Opening_Opening 22nd, from 4pm to 8pm
“Shared Grounds – Contemporary Jewellery from Austria”
From the outside, Austria often looks like a perfectly staged backdrop of mountains, imperial nostalgia, classical music and fine jewellery. But beneath this surface lies an equally strong tradition of radical dissent. It runs from the Vienna Secession to the Wiener Werkstätte, and to Peter Skubic in the late 1960s, who separated jewellery's value from its material and called it "a discipline of the mind." Austria's contemporary jewellery scene stands firmly in this tradition of rupture. With irony and wit, it examines art history, design, industry and pop culture. At the same time, it uses this intimate medium to address urgent debates on inclusion, feminism, the gender gap and microplastics.
"Shared Grounds" unfolds within this tension. The exhibition brings together several generations of Austrian jewellery artists. They share the same working ground but respond to it with entirely different artistic strategies. In Lisbon, 17 artists from Austria show how this coexistence of tradition and rebellion can be lived and shaped today.
Artists_Stina Bross, Nikolaus F. Egger, Benedikt Fischer & Rudy de Gruijl, Ursula Guttmann, Susanne Hammer, Iris Hummer, Noah Layr, Gerti Machacek, Stephie Morawetz, Manfred Nisslmüller, Konstanze Prechtl, Ulrich Reithofer, Deborah Schultheis, Peter Skubic, Miriam Strake, Eva Tesarik, Petra Zimmermann
Local_Klein Space
Rua Anchieta, 5, 1º andar, 1200-023 Lisboa
Opening hours_From the 22nd to the 26th, 5pm to 7pm
Opening_Opening 24th, 2pm to 6pm
23 Set, Wednesday, 11am—4pm | ARROIOS
Tincal lab Challenge 2025 Jewellery and Celebration
Reflecting on the concept of coexistence and the delicate balance between human beings and the environment that surrounds them, we propose a reflection on the passage of time and the rituals that promote jewellery as a symbol of the celebration of life and the key moments that mark our presence in the world, human relationships, and the value we place on the symbolism of objects and materials.
We reflect on the future starting from the present. Each passing year is cause for celebration – as symbolic as it is countable. As we celebrate, we acknowledge the value of the past and hope for the future. And the power of jewellery in materialising this celebration is undeniable. In this exhibition, artificial and natural elements multiply in creative gestures that celebrate both human life in its most eminent achievements and the small great things present in nature that give it meaning. Confetti and flowers – each in its own way, symbols of celebration of two coexisting worlds.
Participants_Amàlgama Jewels / Giorgia Tasca (IT) | Ana Azevedo (PT) | Ana Calbucci (BR) | Ana Margarida Carvalho (PT) | Andrea Serini (AR) | Angela Mini Jo (US/KR) | Ani Flys (US/ES) | Ania Sikorska Jewellery / Anna Sikorska (PL/GB) | Anna Timár (HU) | Bárbara García (ES) | Béatrice Carlson (FR/NZ) | Carla Cardarelli (AR/IT) | Carmen López (ES) | Catarina Nordeste (PT) | Catherine Zibo (CA) | Cecilia Mattera (AR) | Céline Poudroux (FR) | Clélia Jewellery / Clélia Parreira (PT) | Constanze Chrosch (DE) | Cristina Celis (MX) | Demitra Thomloudis (US) | Dimitra Papamerkouri (GR) | Dua Fatima Baig (PK/DE) | Elin Flognman (SE) | Elvira Cibotti (AR) | Erinn M. Cox (US/NO/EE) | Eugènia Arnavat (ES) | Fanni Nagy (HU) | Fanny Järvengren (SE) | Feifei (CN/GB) | Francesca Cecamore (IT) | Glòria Tormo Bernad (ES) | Inês Sobreira (PT) | Ingrid Berg (SE) | Juan Harnie (BE) | Juergen Veit (DE) | Julie Usel (CH) | Kamile Staneliene (LT) | Karman Jewelry / Orsolya Karman (AT) | Kristina Felicia Vilensten (SE) | Laura Leyt (AR) | Lily Kanellopoulou (GR) | Lily Preve (GR) | Lucia Abdenur (BR/PT) | Lunante / Paolo Gambarelli (IT) | Lydia Martin (US) | Lynne Speake (GB) | Marcin Boguslaw (PL) | Mariana Pina Tostes (BR) | Mark Newman (IE/GB) | Martin Grosman (CZ) | Melis Agabigum (US) | Mimi Papandrea (AR/ES) | Nikoletta Efstathiou (GR) | Patricia Mogni (AR) | Pilar Viedma (ES) | Raffaella Brunzin (IT) | Rebecca Strzelec (US) | Rodger Stevens (US) | Sandra Bostock (MX) | Sevde Kökler (TR) | Sophie Lowe (GB) | Thais Costa (BR) | Virginia Sprague (AU/TH) | Yael Olave Munizaga (CL/ES) | Yaning Liu (CN/GB) | Youngji Chi (KR) | Zuzanna Franczak (PL)
Local_Atelier nos astros | Rua 4 de Agosto 4b, 1900-387 Lisboa
Opening hours_The exhibition will be on view from 10 September to 2 October, 19–27 September, 3 pm–7pm
Or by appointment: Pilar Andaluz +351 939 521 452
Opening_ September 23rd, from 11 am to 4 pm
23 Set, Wednesday, 4—8pm | SANTOS | SÃO BENTO | SANTA CATARINA
R. I. P. - Rest In Piece
Coexistence between life and death in Adventures in the South Seas
Artista_Manuel Vilhena
Local_Galeria Reverso
Rua da Esperança, 59 / 61, 1200-655 Lisboa
Opening hours_(during the Biennial) – Tuesday to Friday, 11am to 6pm; Saturday, 11am to 5pm | Exhibition on view until 16 October
Guided tour_Saturday 26th, 11am
WINDOW PROJECT_Tatjana Giorgadse
Opening_Opening 23rd, 4 pm to 8 pm
No Hard Feelings?
We live in a difficult time, or difficulty is, will and has always been part of living. Inescapable – the difficulties are weaved into the essence of existence. Conflict and confrontation often come with a difficult situation where we are left puzzled, confused, shocked, or in anger. There’s an inability to communicate and understand.
How to position and act towards geopolitical conflicts, global warming, exploitation of nature, plastic pollution, and lies that are part of today’s living? How to deal with fear, anxiety, horror and disgust? Is there a possibility for mending and for compassion? For looking the situation in the eye without breaking?
Doing and making is an act of involvement, a communion with the world. By doing, a person adds, changes, modifies, pieces together, finds synergies and makes peace with. The action holds the intention to form bonds, relations, create meanings, accept, understand and bring new possibilities, collect, observe, investigate and do.
A moment in time can be sealed into an object and can be later re-worked, observed and rationalised. Objects can hold a spell and sometimes break a bad one. Could dedicated making or action break the spell that is on us?
How can we as artists propose a different way to deal with difficulties? How can craft convey another way to understand the world? Could turning to subconscious, ritual and magic help keep one sane or is it just another form of escapism?
Kaia Ansip and Yufang Hu have worked together for their graduation show, Yufang Hu’s meticulousness and Kaia Ansip’s nonchalantness meet on a well tensioned ground. For this show the artists play with the “nature” that swallows and materials in difficulty – left to the elements, time, abandonment and neglect.
Artists_Kaia Ansip, Yufang Hu
Local_Atelier Tânia Gil Jewellery
Travessa dos Mastros, 1, 1200-265 Lisboa
Opening hours_From Thursday to Saturday, 24 to 26 September, 11am to 7pm
Opening_Opening 23rd, from 4pm to 8pm
“Take Place”
Take is the action of gripping a tool or material. An active action in a time of passivity. The body, the hand and the gripping by the hand as omnipresent force. The place is the surrounding world. The physical, the intellectual, the social. Take place is demanding. Take place is an exhibition exploring the importance of place. Lena Birgitsdotter, Staffan Jonsson and Elin Flognman reflect together on practise and place and their respective surroundings and techniques. Join us and take place.
Artists_Lena Birgitsdotter, Staffan Jonsson, Elin Flognman
Local_Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa, Ante-choir room
Largo de Jesus, 1200-317 Lisboa
Opening hours_From Thursday to Saturday, 11am to 5.30pm, Sunday, 1pm to 6pm
Opening_Opening 23rd, from 4pm to 6pm
Nacre and the Grain: Empathetic Making for Vulnerable Landscapes
Nacre and the Grain: Empathetic Making for Vulnerable Landscapes proposes a group of 20-50 works of Scottish based artists who engage the entanglement of human gesture, geological time, and ecological vulnerability. The exhibition takes its title from two metaphors of slow formation—nacre (mother-of-pearl) and wood or metal grain—to evoke the relationship between patient craft and fragile environments.
Drawing inspiration from Hannah Arendt’s amor mundi (love of the world), Richard Sennett’s philosophy of craftsmanship, and Tim Ingold’s concept of “materials-in-process,” the exhibition positions craft practice as a civic and environmental act. Each participating artist explores how materials—metal, nacre, plastic, stone, and digital residue—carry both the memory of place and the tension between scarcity and abundance. Their works invite viewers to sense the world through texture and transformation, foregrounding sustainable practices, ethical sourcing, and care for non-human life.
Nacre and the Grain proposes jewellery as a medium of empathy in the Anthropocene: small-scale acts of making that register global precarity. Through dialogue between makers from Scotland, the exhibition transforms the language of adornment into an ethics of attention—where each piece becomes a microcosm of care.
Artists_Kristin Beeler, Sandra Wilson, Steph Cheong, Michelle Currie, Iona Turner, Andrea Dritschel, Damien Carpenter
Local_Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa, Upper choir room
Largo de Jesus, 1200-317 Lisboa
Opening hours_From Thursday to Saturday, 11am to 5.30pm
Opening_Opening 23rd, from 4pm to 6pm
Afterlives
Gallery Lalabeyou presents AFTERLIVES, an exhibition featuring 28 artists. This project explores "life after death" not just as a spiritual idea, but as a practical solution in the jewellery studio.
With precious metals becoming increasingly expensive and the need for sustainability growing, AFTERLIVES focuses on giving materials a second chance. The artists create new pieces using scraps, leftovers, and recycled elements. This collection proves that "dead" materials can be reborn into beautiful, valuable contemporary jewellery.
Artists_Aléalu - Angela Lago - Ani Flys - Anna Zeibig - Beatriz Gargano - Blanca Bellosillo - Carmen Martínez - Cova Ríos - DeJordan Jewelry - Esther Ortiz-Villajos – Esteban Erosky - Festivo Design - Iraia Aizcorbe - Kiseno - Laura González – Luz Arias - Mar Juan Tortosa - María Mallo - María Torné - Marta Armas - Noroeste Obradoiro - Olalla Fernández - Osvaldo Escanes - Raquel Bessudo - Saskia Bostelmann - Tamar Kern - Umi Mun - Viki Gómez
Local_Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa, Sacristy
Largo de Jesus, 1200-317 Lisboa
Opening hours_From Thursday to Saturday, 11am to 5.30pm, Sunday, 1pm to 6pm
Opening_Opening 23rd, from 4pm to 6pm
Sweet Labour II: The Cost of Coexistence
Coexistence is often spoken of as an achievement, in practice it is an ideal that is fought for through ongoing, unevenly distributed labour. The second presentation of the Sweet Labour series, Sweet Labour II: The Cost of Coexistence, presents four contemporary artists – Mary Curtis, Victoria Edin, Jimmy Ma’ia’i and Kiyoshi Yamamoto – whose work contain or spotlight the labour enacted for equity within set arenas. Presented within a claw machine, a universally acknowledged rigged game, the interactive display requests the burden of participation when the odds are stacked against you. It asks who pays for the cost of equality, or coexistence, and if we are willing to labour for prizes just out of reach?
Artists_Mary Curtis, Victoria Edin, Jimmy Ma’ia’i e Kiyoshi Yamamoto
Curator_Grace Lai
Local_Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa, Tiles room
Largo de Jesus, 1200-317 Lisboa
Opening hours_From Thursday to Saturday, 11am to 5.30pm, Sunday, 1pm to 6pm
Opening_Opening 23rd, from 4pm to 6pm
Septentriones
Septentriones is a constellation of seven stars in the northern sky. It is a part of Ursa Major.
Septentriones exhibition features seven Finnish artists, each of whom presents their own perspective and working methods.
Exhibition examines humanity, change, and the construction of meaning. It deals with various forms of transformation – for example, the transition from invisible to visible, from silence to sound, and from fear to courage. The works highlight different dimensions of change: how something modest can gain significance, how something temporary can become permanent, and how something remote can become central.
Septentriones serves as the visual and conceptual core of the exhibition. Its seven stars form a symbolic path, with each stage representing change. Stardust serves as a metaphor for how everyday things can take on new meaning.
The exhibition encourages viewers to pause, reflect on their own experiences, and realize that even small changes can be part of a larger whole.
Artists_Helena Lehtinen, Eija Mustonen, Anna Rikkinen, Terhi Tolvanen, Tarja Tuupanen, Jenni Sokura, Janna Syvänoja
Local_Igreja de Santa Catarina de Lisboa, Library
Calçada do Combro, 82A, 1200-123 Lisboa
Opening hours_Thursday to Saturday, 11am to 5.30pm | Sunday, 1pm to 6pm
Opening_Opening 23rd, from 4pm to 8pm
With the presence of the Ambassador of Finland, Mr Christian Lindholm, at 5pm
Agile systems of knowledge
For „Agile systems of knowledge“, 8 artists collaborate in pairs, exploring the interfaces between jewellery, the body and urban subculture (street art and skateboarding) under the Biennial leitmotif „Coexistences“. The project is presented by the Milvus Gallery from Hesse, Germany and is curated by Johanna Zellmer and Kai & Uwe Krieger. The coexistence of our alternative realities has grown out of the well-received exhibition „Skate or die!“ by the Milvus Gallery at HUETTE38 art hub Giessen in spring 2026. For the 3rd Lisbon Contemporary Jewellery Biennial, the preliminary concept is being expanded: 4 Street Art designers are paired with 4 contemporary jewellers.
This collaboration creates a highly topical discourse on materiality, body boundaries and socio-cultural freedom. The resulting hybrid and speculative skateboard-jewellery works mark a process of collective relearning and discovering shared systems of knowledge. The city of Lisbon, with its leading street art platform Underdogs, provides a key location to establish a sustainable European network.
Artists_Christoph Zellweger (CH) & Kai und Uwe Krieger (DE) // Johanna Zellmer (NZ/DE) & Christian „Dome” Krämer (DE) // Jordi Aparicio (ES) & Christian “Kera” Hinz (DE) // Dauvit Alexander (UK) & Mariusz “M-City” Waras (PL)
Local_Igreja de Santa Catarina de Lisboa
Calçada do Combro, 82A, 1200-123 Lisboa
Opening hours_Thursday to Saturday, 11am to 5.30pm
Opening_Opening 23rd, from 4pm to 8pm
“Black Moon”
A one-evening experience.
We invite you into the light of the Black Moon—the time of the darkest nights, when objects dissolve into shadow, losing their contours, materiality, and meaning, and when hidden fears, desires, and obsessions awaken within us, compelling us to reflect on the spirit and its place within our bodies and beyond them. Black Moon is a concept by Elena Karpilova & Ruudt Peters. We asked five contemporary jewellery artists from different corners of the world to come together in a historic chapel in the heart of Lisbon's Old Town. Through conversation, performance, poetry, and jewellery, they will invite the audience to reflect on the boundaries between light and darkness.
In our case we will reflect together why the work of five jewelers is connected to the search for light and darkness. Is darkness ever absolute—or is it simply the unseen side of the moon, as during the new moon, hidden only because our eyes cannot perceive it?
The jewelers' works will be present throughout the evening, although seeing them may require a certain effort!
Who will be waiting for you under the Black Moon Elena Karpilova & Ruudt Peters
Jewellers_Jorge Manilla, Ruudt Peters, Marta Costa Reis, Lori Talcott, Sophia Zobel, Kadri Mälk (in spirit)
Time_Late evening
RSVP required via: lenakarpilova@gmail.com | Once your RSVP has been confirmed, you will receive further details about the event. Please apply in advance | Capacity is limited up to 25 participants
24 Set, Thursday, 11am—3pm | CASTELO | ALFAMA | BAIXA
“Dissidências”
To create coexistence, one must first spark a revolution against the established system.
Hosting this exhibition at the Museum of the Revolution is not a geographical coincidence; it is a conceptual necessity.
Twenty-first-century coexistence will not emerge from a peaceful transition or from complying with established frameworks, but from an aesthetic, material, and political rupture.
Three distinct and non-conformist languages converge in this space to dismantle the traditional dynamics of ornament, transforming jewelry into an artifact of dissent. Here, metal, object, and body structure refuse to be docile. They no longer decorate the body: they arm it for revolt.
This exhibition is a reminder that no new ecosystem can thrive without first destroying the structures that isolate us.
Do not look for ornament; look for the beginning of a new order.
Artists_Ignasi Cavaller, Jordi Aparicio, Valentim Quaresma
Local_Museu do Aljube
Rua Augusto Rosa, 42, 1100-059 Lisboa
Opening hours_From 25th to 27th, 10am to 6pm
Opening_Opening 24th, 11am to 3pm
“Partycals“
We are ASTONISH— five female makers united by the language of jewellery. For ten years, our collective has been formed and influenced by various amazing artists. We’ve grown together, exchanging ideas, inspiring one another. Shaping a shared universe from countless unique fragments, each voice, each particle, has added brilliance to our constellation. Through dialogue, we developed a collective strength while still evolving together – as individuals and as a group. Entering a new phase, we carry a galaxy of memories and the beauty of plurality. In 2026 we celebrate a decade of creativity, empowerment, and cohesion. Together, we are more than the sum of our parts. Come party with us and let’s get ASTONISHed!
Artists_Gina Nadine Müller, Iris Hummer, Julia Obermaier, Sharareh Aghaei, Stephie Morawetz, Pei Wu
Local_Igreja da Madalena
Largo da Madalena, 1, 1100-404 Lisboa
Opening hours_25th to 27th, 11am to 6pm
Opening_Opening 24th, 11am to 3pm
Stuck
“Stuck” describes the moment when movement becomes impossible — physically, mentally, or creatively. It names the discomfort of facing a problem with no clear solution, and the frustration that arises when progress comes to a halt. As we transition from our studies into artistic practice, this immobility appears as an ambiguous territory: a place where possibilities feel endless yet equally out of reach. Between hesitation, technical barriers, and the weight of decision-making, the outcome is the same: works that remain suspended, unfinished, waiting for resolution.This exhibition returns to those pieces interrupted at the very moment of impasse. Brought together, they re-emerge as material for dialogue and reunion — between us and between themselves. With six eyes, three minds, and countless shared ideas, we propose a collective understanding of artistic making, because even if jewellery often begins in the solitude of the studio, creation itself does not have to exist in isolation. STUCK transforms the impasse into a point of departure: a space of coexistence between uncertainty and collaboration. Here, the vulnerable stages of making — doubt, experimentation, searching — become opportunities for relation and discovery. To be “stuck” then no longer means only blockage, but also a state of attentiveness and listening: between making and not knowing, between body and object, between the intimate and the world. Just as the Biennial imagines new forms of coexistence with other beings, systems, and realities be it mineral, vegetal, microbial, digital, spiritual, or artificial, STUCK also asks what kinds of futures might emerge when uncertainty is embraced as a vital part of artistic practice. Here, nothing is ever truly finished.
Artists_Ana Bellagamba, Caio Mahin, Sandra Hartman
Local_Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha
Rua da Alfândega, 108, 1100-585 Lisboa
Opening hours_25th to 26th, 2.30pm to 6.30pm
Opening_Opening 24th, 10.30am to 1pm and 2.30pm to 6.30pm
Travessia
Travessia (Crossing) unfolds as a movement of approach towards that which remains undefined, partial or latent, in which body, perception and imagination act in an integrated way.
Three jewellery artists situated in different geographical contexts — São Paulo, Idar-Oberstein and Rio de Janeiro — investigate spaces of coexistence between layers, bodies, images and imaginaries.
In this sense, Travessia establishes itself as a poetic experience built from the overlapping of semi-transparent images, from sewing as a gesture of containment and tension, and from the creation of symbolic devices for passage between possible realities.
Artists_Alice Lobato, Ana Bellagamba, JP Vellaco
Local_Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha
Rua da Alfândega, 108, 1100-585 Lisboa
Opening hours_25th to 26th, 2.30pm to 6.30pm
Opening_Opening 24th, 10.30am to 1pm and 2.30pm to 6.30pm
Under many suns
From concurrence to conquest,
Domestication of light, dancing and tracing, turning countable
circular and spinning upon its own axis and always relational, choreographical
Concurring subjects objects verbs
Conquer and multiply lights and its castings in reproduction and reflection
Artist_Camilla Prey
Local_Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Rua de São Julião 140, 1st Floor, 1100-527 Lisboa
Opening hours_24th to 26th Sep from 11am to 6pm
Opening_Opening 24th, 11am to 3pm
Performative installation activated daily at 12:00, as the sun reaches its zenith.
A shared silence
A Shared Silence brings together the works of ten Iranian jewellery artists shaped by displacement, loss, and repression. Their creations exist between memory and presence, closeness and distance, hope and despair. Jewellery becomes a space for reflection and a way to give form to what cannot be spoken. Fragile materials and broken forms reflect vulnerability and the search for stability. From a distance, artists remain connected to ongoing conditions, carrying a sense of tension and uncertainty. Through careful work, the fragmented is gathered, expressing resilience, dignity, and persistence in a quiet but powerful way.
Artist_Bahareh Arian, Farnoosh Abdoli, Mana Jahangard, Nioosha Vaezzadeh, Pegah Vedad, Rezvan Hajian, Sara Heidary, Shahin Sahafipour, Sharareh Aghaei, Vesal Bahmani Nik
Local_Igreja São Domingos
Largo de São Domingos, 1150-320 Lisboa
Opening hours_25 and 26 Sep, 11am to 7pm
Opening_Opening 24th, 11am to 3pm
24 Set, Thursday, 2—9pm | BAIRRO ALTO | CHIADO | BAIXA
“Extranalities nº18 - crossing seeds”
Text by Lidija Kolovrat:
SEEDS NEED TO CRACK IN ORDER TO GROW
Seeds are our rituals.
They are choices made with intention, small acts of faith in what could be.
Inside each one is a living archive, a memory of what has been and a blueprint for what might come.
A seed is a quiet promise to tomorrow.
We are people of the season, from the love of Demeter to Persephone, moving with rhythms that nature long ago put into motion. Even in darkness, underground, out of sight—nature is working. Seeds are our rituals. They are choices made with intention, small acts of faith in what could be. Inside each one is a living archive, a memory of what has been and a blueprint for what might come. A seed is a quiet promise to tomorrow.
In times when so much feels uncertain, planting is a political act. To care for something growing is revolutionary. To save seeds is to save possibilities—futures we may never see but can still shape.
Every future begins small, hidden, compressed, waiting for enough courage to break open.
Artist_Herman Hermsen, Tim Carson, Peter Vermandere, Felieke van der Leest, Sophia Björkman, Denise Reytan, Sara Gackowska, Christoph Zellweger, Catarina Silva + Lidija Kolovrat
Local_Lidija Kolovrat
Rua Dom Pedro V, 79, 1250-096 Lisboa
Opening hours_The exhibition will be on view until 10 October 2026, Monday to Saturday, 11am to 7pm
Opening_Opening 24th, 2pm to 6pm
Jardin d'agrément
Jardin d'agrément imagines a lush, utopian garden inspired by the gardens of paradise and the gardens of the gods found across cultures. Here, humans, animals and plants coexist beyond hierarchy, in a shared ecology of reciprocity and wonder.
Jewellery becomes a living constellation of symbols: apples, unicorns, flowers, birds and Marian imagery evoke knowledge, care, fertility and transformation. At the heart of the exhibition, the snake emerges as a guardian rather than a tempter—a symbol of wisdom, regeneration and the continuous cycle of life.
Rather than a lost Eden, Jardin d'agrément is a poetic fiction that invites us to imagine new ways of inhabiting the world, where coexistence is not an ideal, but a living practice.
Artist_Catarina Silva
Local_Galeria Tereza Seabra
Rua da Rosa 158, 1200-011 Lisboa
Opening hours_Tuesday, Thursday, Friday and Saturday from 11am to 1pm and from 2pm to 7pm, Wednesday from 2pm to 7pm | The exhibition will be on display until October 31, 2026
Opening_Opening 24th, 2pm to 6pm
FINDINGS
“The finding of very old ornamental beads dating from more than 100,000 years ago is crucial for understanding human behavior.
Ornaments are a key symptom of the human ability to externalize its thoughts in symbolic form, generating and sharing information rather than simply processing it. Archaeologists treat marine shells with holes punched in them to be strung together into necklaces as a pivotal information technology that establishes a sense of self and group identity.“ — Beatriz Colomina
Artist_Ana Escobar Saavedra
Local_Ermida da Ascensão de Cristo
Calçada do Combro, 74, 1200-123 Lisboa
Opening hours_Thursday and Friday, 12pm to 5.30pm
Durational performance. Activation at 12pm, 1pm, 2 pm, 3pm, 4pm, 5pm
Parallel Realms: Wearable Worlds
This exhibition gathers jewellery that treats different realms as active collaborators and wearers, not just backdrops for human life. Each piece is conceived as an amulet for another being or world and becomes a small, charged world in itself - a portal to a parallel realm or cosmology - while the human body acts as a temporary host where these realities meet and negotiate. The exhibition invites artists and visitors alike to consider how jewellery might protect, honour or communicate with those unexpected worlds that surround and accompany us.
Artist_Amélia Marta, Bruno Ferreira, Dina Elkhouly, Francesca Caccioppoli, Mila Wielusińska
Local_Hotel Pestana (Lobby)
Rua do Comércio, 83, 1100-413 Lisboa
Opening hours_From 22 to 27 September, from 9am to 10pm, with the artists present from 5pm to 8pm
Opening_24th, 2pm to 7pm
26 Set, Saturday, 2.30pm | AVENIDA
Book presentation “Playtime” by Typhaine le Monnier
Artist Typhaine Le Monnier works at the intersection of contemporary jewellery and sculptural objects. Playtime, her first monograph, published by Arnoldsche, documents her playful artistic process, which combines innovation and experimentation while bringing the creative process to the fore.
The launch will take place on 26 September 2026 at 2.30PM at the Sociedade Nacional de Belas-Artes in Lisbon. Cristina Filipe, artist, writer, researcher and curator specialising in contemporary jewellery; Theo Smeets, jewellery artist and Professor of Jewellery and Object Design at Trier University of Applied Sciences; and Dirk Allgaier, Managing Director of Arnoldsche Art Publishers, will join Typhaine Le Monnier for a conversation about Playtime and her work.
Local_Auditório da Biblioteca da Sociedade Nacional de Belas-Artes
Rua Barata Salgueiro, 36, 1250-044 Lisboa
Time_26 September at 2.30pm